Published On:sábado, 18 de fevereiro de 2012
Posted by salatiel assis

Clima de tensão diminu na fronteira do Brasil com o Paraguai



O clima de tensão entre produtores rurais brasileiros, chamados de brasiguaios, policiais e executivos da empresa de agropecuária Benita S.A diminuiu nesta quinta-feira na região de Mbaracayú, distrito de Alto Paraná, na região de fronteira entre Paraguai e Brasil. Há uma semana, os brasiguaios são pressionados a deixar uma área de 1.005 hectares que ocupam devido a uma decisão judicial que dá direito à empresa a tomar posse da área.

Os agricultores brasileiros, entretanto, informaram ao Consulado do Brasil em Ciudad de Leste que conseguiram uma decisão judicial que revoga a medida anterior. De acordo com relatos dos brasiguaios ao cônsul do Brasil em Ciudad de Leste, embaixador Flávio Roberto Bonzanini, os policiais que estavam na região estão deixando o local e há sinais de retomada da normalidade.

“Vamos continuar acompanhando o assunto. É preciso manter o alerta, pois o clima naquela região é de calmaria tensa”, disse Bonzanini à Agência Brasil. “Pedimos apoio para o comando da Polícia de Alto Paraná para garantir a proteção e a integridade física dos produtores rurais. Recebemos garantias que isso ocorreria.”

A disputa de terras na região de Mbaracayú ocorreu no mesmo período em que agricultores brasileiros enfrentavam sem-terra paraguaios, chamados de carperos, também no departamento (estado) de Alto Paraná. Há três semanas, brasiguaios e carperos reivindicam a ocupação de uma área agrícola na fronteira com o Brasil.

Os conflitos entre brasiguaios e carperos obrigaram os governos brasileiro e paraguaio a manter um canal constante de negociação para evitar o agravamento da situação. No começo deste mês, o embaixador do Brasil no Paraguai, Eduardo Santos, disse que há “um diálogo constante” com as autoridades paraguaias e que o “papel na embaixada e no consulado é de manter e zelar pelos interesses e segurança dos nacionais [brasileiros]”.

Paraguai promete segurança no conflito entre colonos brasileiros e sem-terras

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou que seu governo vai empregar todos os recursos legais para garantir a segurança de colonos brasileiros e camponeses que disputam terras em territórios na fronteira com o Brasil, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira.

"O Governo rejeita toda ideia de violência, de justiça com as próprias mãos vinda de quem quer que seja e instruiu a força pública a assegurar a ordem", diz o documento.

O pronunciamento de Lugo foi feito depois da ameaça de camponeses sem-terra, chamados "carperos", por estarem acampados em barracas (carpas em espanhol) em frente aos grandes latifúndios, de invadir fazendas de brasileiros em Ñacunday, no departamento do Alto Paraná, a 400 quilômetros a sudeste de Assunção. "O Estado de direito representa o único marco para a solução de conflitos", afirmou o presidente na nota.

Os sem-terras dizem que os territórios que reivindicam não estão legalizados, tendo sido ocupados pelos chamados "brasiguaios", brasileiros que vivem e trabalham no Paraguai.

"São terras que pertencem ao povo, e que devem ser confiscadas e distribuídas aos camponeses", destacou num ato público Belarmino Balbuena, dirigente do Movimento Camponês Paraguaio (MCP), que defende as invasões.

Os produtores do Alto Paraná respondem que os fazendeiros ameaçados são donos legítimos das propriedades e querem garantias para trabalhar e produzir.

"Nada temos a falar com os 'carperos'. A lei deve ser cumprida para que possamos exercer nossos direitos", afirmou outro dirigente do grupo, Hermes Aquino.

Segundo a Federação Nacional Camponesa (FNC), o conflito surgiu depois de o governo detectar irregularidades nos títulos de propriedade de grandes extensões de terras produtivas no Alto Paraná, na região fronteiriça com o Brasil.

AFP - Agence France-Presse

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