Published On:terça-feira, 22 de maio de 2012
Posted by JORNAL EDUCADORA

PC identifica e prende acusados de latrocínio em Iguatemi

Dos oito envolvidos na ação criminosa sete estão presos e um foragido para o Paraguai

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O último foragido, um paraguaio conhecido por vários apelidos e nomes diferentes estaria escondido na região da cidade de Curuguaty (foto), no Paraguai, de onde seria originário. (Foto: Google Earth)

Vilson Nascimento

Após mais de três meses e meio de investigações contínuas, a Polícia Civil desvendou um crime brutal que chocou toda a sociedade de Iguatemi na época e levou para a cadeia sete pessoas, entre elas uma mulher, segundo a policial, todas integrantes de uma quadrilha que planejavam assaltos e outros tipos de delitos em Iguatemi e toda a região.

As investigações relacionadas ao bando, que teve a frente da coordenação o delegado titular de Polícia Civil em Iguatemi, Dr. Valter Guelssi, tiveram início em janeiro deste ano depois que membros da quadrilha, em uma ação ousada, assassinaram a sangue frio, durante um assalto frustrado, o capataz de uma fazenda situada no município, fizeram a esposa da vítima de refém e em seguida renderam outro capataz de propriedade rural para roubar uma pick-up.

O crime

Três dos acusados, segundo a polícia durante o curso das investigações identificados como sendo, Weslen Ferreira dos Santos Almeida, o “Xerenga”, de 19 anos, Edinaldo Santos de Medeiros, o “Naldo”, também de 19 anos, e outro indivíduo, que segundo a polícia seria de nacionalidade paraguaia e ainda está sendo procurado, chegaram na Fazenda 2M no início da manhã do dia 3 de janeiro deste ano (2012).

Com os rostos encobertos, segundo os próprios autores, com camisetas, eles renderam o capaz, Clesio de Almeida, de 66 anos, quando a vítima tirava leite no curral e sob mira de arma de fogo e ameaças, obrigaram o capataz a seguir até a sede da propriedade onde estava a esposa da vítima, uma senhora de 73 anos.

Quando a esposa do capataz seguiu em direção a um dos quartos da casa para pegar a carteira do marido e a chave do carro do casal que estava na garagem, um Gol cor verde, placas de Iguatemi-MS, conforme havia ordenado os marginais, um dos acusados, segundo os integrantes do bando preso, o paraguaio que está foragido, assassinou Clesio com um tiro na nuca.

Os acusados presos disseram à polícia que a decisão de assassinar o capataz partiu do paraguaio, que teria como apelido “Polaquinho ou Polaco”, mas informações levantadas pela polícia no decorrer das investigações, segundo o delegado Valter Guelssi, indicaram que a vítima teria visto o rosto de um dos acusados e o teria reconhecido, já que Edinaldo Medeiros, o “Naldo” já teria trabalhado na propriedade rural e Weslen Almeida, o “Xerenga”, teria residido em um sítio vizinho à fazenda onde a vítima trabalhava.

Acusados pretendiam queimar o carro com a mulher dentro

Após assassinarem Clesio, os marginais pegaram sua esposa como reféns e levaram a idosa junto com eles no carro da própria vítima.

Após rodarem por cerca de 13 quilômetros em uma estrada vicinal, os marginais acabaram perdendo o controle do veículo, que acabou se chocando contra um palanque de cerca. Com o impacto o veículo teve a frente danificada e ficou sem condições de rodar.

De acordo com a Polícia Civil, a primeira decisão dos marginais foi em atear fogo no carro danificado com a idosa dentro, mas posteriormente acabaram desistindo, tendo em vista a movimentação de outras pelo local.

Continuidade de crimes

Após abandonarem o veículo com a idosa, um dos marginais, o tal “Polaco”, que ainda estava de posse da arma de fogo usada para matar o capataz, teria se encontrado com outro rapaz acusado de pertencer ao bando, Heverthon Leonardo Marafigo Wehle.

Heverton teria dado carona a Polaco em sua motocicleta, onde, em uma emboscada armada pelos dois, Polaco teria tomado outro veículo em assalto e feito um capataz de fazenda como refém.

De acordo com a polícia, engarupada, a dupla teria ultrapassado o carro que o capataz conduzia, uma pick-up Fiat Strada, em alta velocidade e nas proximidades de uma ponte, uma localidade de trânsito difícil, teria deixado a moto deitada sobre a pista, impedindo a passagem.

Quando o condutor, que estava em companhia de outras pessoas, parou o carro, foi rendido pela dupla.

Polaco teria determinado que os demais ocupantes do veículo desembarcassem e saíssem correndo sem olhar para trás correndo.

Sobre constante ameaças, ele teria determinado ao motorista, que reside em outra fazenda da região, que fizesse a manobra no carro e voltasse em direção a cidade de Iguatemi.

De acordo com a polícia, após passar por Iguatemi, o marginal teria determinado que a vítima seguisse pela Rodovia MS-295 até Tacuru, posteriormente seguisse pela MS-160 até a cidade de Sete Quedas, na fronteira com o Paraguai.

De Sete Quedas, Polaco teria determinado que a vítima adentrasse com o carro no Paraguai. O capataz foi abandonado pelo marginal quilômetros à frente e o paraguaio seguiu em frente com o veículo.

Bando pretendia invadir Delegacia e apagar provas

Segundo o delegado encarregado pelas investigações, ao saberem que o carro de Clesio havia sido recolhido pela polícia e seria submetido à perícia para, inclusive, o colhimento de provas técnicas como digitais, Xerenga e Naldo teriam arquitetado um plano para invadir a Delegacia para queimar o veículo e apagar as provas.

Segundo o delegado, Dr. Valter Guelssi, para pratica a ação a dupla teria contratado outras três pessoas, Lídia Paula Farias Pereira, a “Bia da Biz”, 20 anos, Robson Correa de Abreu, 21 anos, e Lucas de Freitas Farias, de 19 anos.

De acordo com a polícia, eles teriam chegado a adentrar no pátio da Delegacia em uma das oportunidades, mas não teriam conseguido cumprir a missão por conta da presença de policiais.

Os presos

Após o trabalho de investigação concluído e de posse de informações detalhadas sobre a participação dos acusados nas ações criminosas, o latrocínio, roubo e a tentativa frustrada de ingressar na Delegacia para destruir provas, o delegado responsável pelo caso, Dr. Valter Guelssi, representou pela prisão preventiva de todos os acusados envolvidos. A Justiça acatou o pedido e sete deles já estão presos.

Weslen Ferreira dos Santos Almeida, o “Xerenga” e Everton Santos Clein, o “Macarrão”, de 18 anos, estão recolhidos no Estabelecimento Penal de Amambai (EPAM), em Amambai, segundo a polícia, após serem presos por uma equipe do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), transportando cerca de 200 quilos de maconha.

De acordo com a polícia, a droga era transportada em um Corsa de cor branca com placas de Naviraí-MS, pertencente a “Macarrão”, o mesmo carro que Maçarão teria usado para levar Xerenga, Naldo e o paraguaio até a Fazenda 2M, onde o capataz Clesio de Almeida, foi assassinado durante o assalto frustrado.

Heverthon Leonardo Marafigo Wehle está preso na cidade de Cascavel, no estado do Paraná, Lucas de Freitas Faria em Tacuru e o restante dos acusados em Iguatemi.

O único foragido

De acordo com a Polícia Civil de Iguatemi, o único dos envolvidos no latrocínio e no assalto que ainda está foragido é o tal “Polaco”, que seria residente na região de Curuguaty, a cerca de 100 quilômetros da fronteira com o Brasil, no Paraguai.

Segundo a polícia, Polaco, que teria pelo menos mais um apelido e dois nomes, Valmir Soares, o “Ermano” ou Germano Michelloto, também é acusado de assassinar um tratorista no município de Itaquiraí, em Mato Grosso do Sul, por conta de uma dívida de apenas R$ 100 reais.

A polícia acredita que ele esteja escondido em sua cidade de origem, Curuguaty, no Paraguai ou na fronteira entre Brasil e Paraguai, nas regiões de Paranhos ou Sete Quedas.

De acordo com a polícia, membros do grupo preso teriam relatado que após a ação criminosa de janeiro, “Polaco” não teria retornado mais para Iguatemi para repassar a parte do dinheiro angariado com a venda da Fiat Strada roubada, como havia sido combinado. De acordo com a polícia, todos os acusados presos são da região de Iguatemi.

Fonte: A Gazeta News

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