Published On:sábado, 1 de setembro de 2012
Posted by JORNAL EDUCADORA

Laor apoia Ganso, critica São Paulo e avisa: 'Se cerco não parar, vou à Fifa'

Dirigente classifica proposta como 'absolutamente ridícula' e garante que em nenhum momento clube do Morumbi foi autorizado a falar com o meia
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Virou guerra. É desta maneira que pode ser definida a briga entre Santos e São Paulo pelo meia Paulo Henrique Ganso, do Peixe. O Tricolor fez duas propostas, ambas recusadas pelo clube da Baixada Santista, que em nota oficial chegou até a cogitar a possibilidade de fazer uma reclamação na Fifa, sob alegação de aliciamento. Se na última sexta-feira o diretor de futebol do clube do Morumbi adotou um tom conciliador para tratar o assunto, o mesmo não pode ser aplicado ao presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira, que na manhã deste sábado abriu fogo contra Juvenal Juvêncio e seus comandados.

luis alvaro santos (Foto: Marcelo Prado/Globoesporte.com)Luis Alvaro participou de evento em São Paulo e falou sobre Ganso (Foto: Marcelo Prado/Globoesporte.com)

Além de ratificar que só libera o seu camisa 10 mediante o pagamento da multa, o dirigente classificou as ofertas feitas pelo Tricolor como “ridículas”, disse que a relação entre os clubes está comprometida e que o São Paulo está aliciando o jogador.

- Se esse cerco não parar, vou à Fifa como fiz com o Chelsea quando veio aqui em 2010 e achou que era só acertar salário e levar o Neymar. O Santos é um clube sério. Se o diretor de futebol do São Paulo vem a público e diz que já acertou salários com o atleta, isso não é aliciamento? E tem mais. É mentira que o Pedro (Luiz Conceição, membro do Conselho Gestor) tenha autorizado o São Paulo a conversar com o Ganso. Ele não tem autonomia para isso – afirmou o dirigente, em conversa com os jornalistas durante o 2º Fórum Nacional do Esporte, realizado em São Paulo.

Paulo Henrique Ganso na partida do Santos contra o Bahia (Foto: Lucas Baptista / Ag. Estado)Ganso foi elogiado por Luis Alvaro, que vê sinais que o jogador quer ficar (Foto: Lucas Baptista / Ag. Estado)

Luis Alvaro voltou a dizer que só libera o jogador mediante o pagamento da multa rescisória, que para clubes nacionais é de R$ 53 milhões. Esse valor é dividido da seguinte maneira: o Peixe tem direito a 45% (R$ 23,8 milhões) e os 55% restantes (R$ 29,2 milhões) são da DIS, empresa que é parceira do clube e que também cuida dos interesses do jogador.

- A situação é a mesma. Publicamos uma nota que, acredito, esteja em português compreensível. Não queremos vender o jogador. Ou o São Paulo não leu a nota ou não entendeu. Após a segunda investida, que foi uma proposta absolutamente ridícula, mandei uma carta muito clara ao presidente Juvenal Juvêncio dizendo que essa continuidade atrapalha o Santos e não vou permitir isso – ressaltou.

O dirigente santista não mediu palavras ao criticar a diretoria tricolor.

- O São Paulo está faltando com a ética. Como pode aliciar um jogador nosso no meio do campeonato? Acertar salários, conforme divulgado, não me parece algo construtivo. Sem dúvida, arranha e até compromete o ótimo relacionamento que sempre tivemos. A legislação da Fifa é clara sobre isso – disse.

Luis Alvaro confirmou que teve uma reunião com Paulo Henrique Ganso para oferecer um aumento salarial e que o meia tem manifestado a vontade de continuar no time da Baixada Santista. O presidente muda o tom agressivo ao falar sobre o jogador.

- Tive uma conversa com o atleta na quarta para me solidarizar com a agressão injusta que ele sofreu após o jogo (torcedores atiraram moedas no atleta e o chamaram de mercenário). Sabemos que foi um negócio orquestrado para forçar uma situação que não existe. Mas eu não posso prender ninguém. Se o Ganso achar que deve sair, não tem problema. É só falar para o São Paulo ou para quem tiver interesse fazer o depósito da multa e mandar o comprovante por fax. Libero na hora – prometeu.

Na avaliação do presidente, os empresários do jogador são os principais responsáveis pelo momento conturbado que Ganso atravessa. O dirigente ressaltou o fato de a DIS ser ao mesmo tempo gestora de carreira e dona de percentual em negociações.

- O problema é que ele tem procuradores que ao mesmo tempo são proprietários de uma parte dos direitos e que, por isso, querem ganhar dinheiro. Eles se confundem, estão dos dois lados da mesa e isso prejudica o jogador. Com o Neymar, isso não acontece porque o pai é o manager dele e só quer que o atleta seja feliz. Esses procuradores querem ganhar o maior dinheiro possível no menor espaço de tempo. E isso, claramente prejudica o atleta – finalizou.


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