Quem tem saudades do Orkut?

Posted by JORNAL EDUCADORA | quinta-feira, 9 de agosto de 2012 | Posted in ,


orkut

Marcos Hiller*

O Brasil adora as redes sociais. Estamos no top five dos países que mais usam Twitter, Facebook e Orkut no mundo. No entanto, passamos pra lá do 100º lugar quando falamos de percentual de usuários diante do número total da população. É claro, a Internet no Brasil ainda é muito cara e muito lenta, e certamente demorará ainda para ser usada pelas empresas como mídias de massa. Televisão, jornais e revistas ainda são as mídias que dominam nosso mercado publicitário.

Por volta de 2005 eu entrei no Orkut, aquela nova rede social em que nos viciamos rapidamente e que nos magnetizava para reencontrarmos amigos, bisbilhotarmos vidas alheias e praticarmos nascisismo nos nossos álbuns e perfis. O Orkut era muito legal, criávamos comunidades, interagíamos muito nas comunidades existentes, fuçávamos os scraps (praticamente uma caixa pública de emails que possuíamos). O Orkut nos ensinou a brincar de rede social e a modular nosso comportamento nesses novos ambientes virtuais. Quem nunca passou por alguma saia justa no Orkut que atire a primeira pedra!

Há alguns anos, estive em uma palestra que Orkut Büyükkokten, o criador da rede, ministrou na Universidade de São Paulo (USP). Logicamente, ele fazia questão de pisar em solo brasileiro sempre que possível, afinal o Brasil ainda era o maior usuário de Orkut no planeta. Logo no começo da palestra, deu a mão à palmatória afirmando que criou a rede para se conectar com amigos e somente anos depois pensou em como capitalizá-la, criando banners, links patrocinados, etc.

A parte mais divertida da palestra foi quando apresentou as correlações entre as comunidades. Apontou que 80% das pessoas que estavam na comunidade “amo sushi” também estavam na comunidade “amo fotografia”, concluindo que pessoas que tiram fotos também apreciam comida japonesa. Mostrou que 90% das mulheres que estavam na comunidade “sofro de TPM” participam da “amo chocolate”, comprovando uma proximidade de temas já conhecida há anos. Por fim, mostrou que usuários que utilizam foto sem camisa no perfil têm 90% de probabilidade de serem do Brasil. A plateia caia na gargalhada, mas o Sr. Orkut não entendia aquela suposta fixação brasileira de posar sem camisa para fotos. Ele também tem o hábito de fornecer seu email, que é muito fácil orkut@google.com.

O fato é que o Orkut perde usuários de forma significativa todos os meses. E a principal hipótese é meio óbvia: todos estão aos poucos migrando para o Facebook, essa genial rede social usada por quase um bilhão de terráqueos. Mas o Orkut ainda é muito forte. Como assim, se grande parte de meus amigos só usa Facebook? Pois é, temos o hábito de usarmos como referência e nos balizarmos nas ações de nossos amigos mais próximos.

O Brasil é muito grande, temos vários Brasis dentro do Brasil. Temos diversos São Paulos dentro de São Paulo. Recentemente perguntei para uma turma de alunos de uma faculdade que leciono na capital paulista. Perguntei se alguém ainda usava Orkut. Cerca de meia dúzia levantaram a mão, e eu questionei por que não usavam o Facebook. E a resposta veio na lata: “ah não professor, acho o Facebook muito chique”. Mas a rede de Mark Zuckerberg veio pra ficar, cresce cada vez mais no Brasil e alguns institutos de pesquisa já colocam que o Orkut foi ultrapassado pelo Facebook.

Ali podemos ser nós mesmos, expor nossas opiniões, sem as exigências do relacionamento pessoal. Para dar parabéns para amigos no Facebook é muito mais cômodo: eu escrevo uma mensagem padrão como “parabéns e felicidades”, copio e vou colando nos murais de meus amigos aniversariantes. Mais conveniente e mais barato do que ligar para a pessoa e desejar tudo de bom.

Seja saudosista. Ressuscite do orkuticídio que você cometeu e comece a postar tudo lá de novo. O Orkut mudou e está com um visual muito mais moderno. Até o aplicativo para iPhone disponível na app store está mais bacana e intuitivo.



Matéria completa: http://canaltech.com.br/materia/orkut/Quem-tem-saudade-do-Orkut/#ixzz236oDD2Wd
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Polícia investiga falso enterro de bebê no RS; caixão tinha tijolo

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Agentes encontraram um tijolo e um lençol dentro do caixão da criança.

Serviço funerário foi contratado pela mãe, mas corpo nunca apareceu.

Roberta LemesDo G1 RS

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Ao abrir o caixão, polícia encontrou apenas um tijolo e um lençol  (Foto: (Foto: Marcel Agostini/Jornal O Garibaldense))Ao abrir o caixão, polícia encontrou apenas um tijolo e um lençol (Foto: Marcel Agostini/Jornal O Garibaldense)

A Polícia Civil de Garibaldi, na Serra do Rio Grande do Sul, investiga a suposta morte e o falso enterro de um bebê. A polícia foi alertada no início da semana por funcionários do Cemitério Municipal. Na quarta-feira (8), agentes estiveram no local, onde encontraram um tijolo e um lençol no caixão em vez do corpo de uma criança. O velório e o sepultamento foram encomendados a uma funerária da cidade por uma mulher em 27 de julho. A polícia não descarta a hipótese de que o bebê nunca tenha existido.

Segundo o delegado Clóvis Rodrigues de Souza, a mulher mora em Garibaldi e contratou os serviços da funerária Nossa Senhora do Carmo para o sepultamento do filho de cinco meses. De acordo com ela, a criança morreu em Porto Alegre em decorrência de meningite e que o corpo seria encaminhado a Garibaldi no dia 27 de julho. “No entanto, o corpo não chegou. Houve velório durante toda a madrugada e na manhã de sábado (28) os procedimentos prosseguiram e foi realizado o enterro”, disse ao G1.

Falso enterro de bebê em Garibaldi (Foto: Marcel Agostini/Jornal O Garibaldense)Delegado agora dará continuidade às investigações
(Foto: Marcel Agostini/Jornal O Garibaldense)

Depois do aviso, a polícia realizou a abertura do caixão na quarta. No local, foram encontrados um tijolo e um lençol. A partir desta quinta (9), a mulher e outras testemunhas serão ouvidas pelo delegado. “Daremos um rumo às investigações. É difícil precisar o que aconteceu, mas após conversas informais com parentes não descartamos a hipótese de que a criança nunca tenha existido. Se isso se confirmar, vamos buscar as motivações”, informa o delegado.

A proprietária da funerária Nossa Senhora do Carmo, Gabriela Bonadinan, confirmou o caso ao G1, inclusive que o sepultamento seria realizado sem o corpo da criança no caixão. Conforme ela, a mãe afirmou que o bebê havia sido sepultado na capital e que o enterro em Garibaldi seria 'simbólico'. Gabriela conta ainda que havia parentes durante o velório, o que dava credibilidade à história. “Nunca imaginamos que algo assim pudesse acontecer. A mãe disse que o atestado de óbito seria entregue mais tarde. Sabemos que é um momento delicado para a família e não quisemos pressionar. Fomos orientados pela administração do cemitério a dar continuidade ao serviço funerário”, relata ela, que diz não fazer ideia de como os objetos foram colocados dentro do caixão. “Não ficamos a noite inteira acompanhando, não sabemos se foi aberto. A polícia agora fica a cargo dessas respostas.”

A administração do Cemitério Municipal de Garibaldi confirma que foi contatada pela funerária, mas que a responsabilidade na verificação da existência ou não de um corpo é do estabelecimento comercial. “Apenas autorizamos a cedência de uma urna perpétua. É o procedimento padrão. A funerária fica a cargo de encaminhar uma cópia do atestado de óbito posteriormente”, diz a responsável pelo setor de Patrimônio da Prefeitura, Ana Sofia Scheer. “Mas vamos abrir um processo administrativo para rever processos.”

Chineses questionam sua “máquina de medalhas”

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Menina chora enquanto o treinador pisa em suas pernas para estirar os ligamentos em Nanning, região autônoma de Guangxi Zhuang (sudoeste) (Foto: “Global Times”).


Minutos após receber a medalha do ouro olímpico, o pai da atleta de salto sincronizado Wu Minxia lhe contou que sua mãe está com câncer de mama e que seus avós maternos haviam morrido há mais de um ano. “Aceitamos há muito tempo que ela não nos pertence”, justificou o pai. “Nem sequer ouso pensar em coisas como desfrutar a felicidade familiar.”
Com a medalha de prata no peito, o levantador de peso Wu Jingbiao disse, chorando, a um repórter: “Eu desonrei o meu país, eu desonrei o time nacional de levantamento de peso, eu desonrei todos os que se importam comigo”.
Na plateia, quando Li Xueying venceu o levantamento de peso na categoria 58 kg, o seu pai, soluçando, disse que não havia planejado comemoração: “Só quero vê-la imediatamente. Nós não nos encontramos há dois anos! Ela é minha filha, afinal de tudo.”
Treinado na Austrália, o bicampeão olímpico de natação Sun Yang custou aos cofres públicos 10 milhões de yuan (R$ 3,2 milhões) apenas nos últimos dois anos, segundo a imprensa chinesa.
O pai de Lin Qingfeng, outro atleta vencedor do levantamento de peso, disse à imprensa que não reconheceu seu filho de 23 anos na TV _há seis anos, não o encontra. Só percebeu que era ele ao ouvir o nome.
Faltando poucos dias para o final dos Jogos, grande parte dos chineses está certamente orgulhosa pelo desempenho do país, que vem mantendo a liderança no quadro olímpico. Mas, à medida que a competição avança e histórias como as de acima se espalham, muitos vêm questionando se o draconiano e caro sistema esportivo estatal traz benefícios para os atletas e para a população.
O sucesso olímpico chinês é fruto do ambicioso Projeto 119, criado em 2002, cujo nome reflete o número de medalhas de ouro que a China luta para conquistar. Inspirado no modelo soviético, recebe generosos recursos estatais e envolve uma rotina de treinamento excruciante com crianças de até 5 anos.
O esforço fez com que a China ganhasse 51 medalhas de ouro quando competiu em casa, há quatro anos, um número recorde na história das Olimpíadas. Neste ano, tem liderado no quadro de medalhas até agora.
Apesar dos números exitosos, as críticas são várias. Em entrevista à revista “Caixin”, o comentarista esportivo Guan Jun resumiu as principais: 1) o sistema do “tudo ou nada” tira a alegria dos atletas; 2) não há estímulos para esportes de massa e prática esportiva entre a população; 3) o controle estatal tem provocado casos de abuso de poder e corrupção; e 4) o sistema falha nos esportes mais populares, como futebol e nas provas de atletismo.
Nos microblogs, as críticas ao sistema vêm aumentando com o passar dos dias. Muitos dos que enviaram mensagens de apoio ao corredor de 110 metros com barreira Liu Xiang, que na quarta-feira tropeçou e se machucou de forma dramática no primeiro obstáculo, aproveitaram para criticar o programa estatal.
“Com este sistema de esporte nacional opressor, ele apenas tinha uma escolha _ganhar respeito se machucando”, escreveu um blogueiro, citado pelo jornal “New York Times”.
Mesmo na imprensa estatal há criticas. A versão em inglês do jornal “Global Times”, do Partido Comunista, publicou em seu site fotos dramáticas de crianças treinando ginástica, entre as quais algumas publicadas mais abaixo neste post (ATENÇÃO: IMAGENS FORTES).
Temendo uma onda de críticas, a censura chinesa passou a coibir reportagens negativas . Em instrução recente aos meios de comunicação do país, o Departamento de Propaganda determinou que, “ao reportar sobre as Olimpíadas de Londres, não levantem o tema do ‘sistema nacional’ novamente. Com a exceção de comentários na imprensa especializada, não desafie o sistema nem faça especulações sobre ele”.
Vale a pena?
Técnico estira costas de aluno da Escola de Esportes para Crianças em Jiaxing, Província de Zhejiang (leste) (Foto: “Global Times”)

Equipe de ginástica se aquece numa escola de ensino fundamental de Xangai (Foto: Global Times).


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