Published On:sábado, 19 de janeiro de 2013
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Produtores de Iguatemi discutem impactos de área indígena



Luana Ruiz Silva (EGÍDIO VIEIRA)
GIANI VIEIRA
Na noite desta terça feira, 15, aconteceu uma reunião aberta no plenário da Câmara Municipal de Iguatemi a convite da Associação Comercial e Industrial de Iguatemi, na pessoa de seu presidente Edmilson Domingues, para esclarecer a atual situação e possíveis impactos que os estudos antropológicos realizados pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI) na questão de demarcação de terras indígenas causam a cidade de Iguatemi.

Esta reunião contou com a presença das advogadas Roseli Maria Ruiz e Luana Ruiz Silva que são pós-graduadas em antropologia, mestras em direito constitucional e pós-graduadas em arqueologia. Ambas acompanham o processo de demarcação no extremo sul do estado e apresentaram o mapa das terras demarcadas em Iguatemi,Tacurú e Amambai.

Somente em Iguatemi a área demarcada representa 14% do território do município, ou seja, 41,5 mil hectares, e através de vídeos apresentaram os impactos sócio, econômicos e culturais da demarcação e criação da Reserva Raposa Serra do Sol no estado de Roraima.

Em Roraima a criação da reserva não garantiu aos índios uma melhora na qualidade de vida, pelo contrário, nos lixões da capital Boa Vista é fácil identificar índios tentando sobreviver com a coleta de materiais recicláveis.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Iguatemi, Hilário Parise, os fazendeiros contestam o estudo da FUNAI levando em conta o marco temporal que fixa a data de 05 de outubro de 1988 como limite para reconhecimento de um determinado espaço geográfico por qualquer etnia, mas caso chegue a ser reconhecida a área como indígena, eles vão lutar para receber além do valor de mercado da terra também pelas benfeitorias feitas, que em alguns casos chegam a 10% do valor da propriedade. Ele lembrou ainda que os fazendeiros são os legítimos donos destas terras, pois as adquiriram diretamente da união ou de ex-proprietários que as adquiriram da união e tem suas matrículas registradas antes mesmo da constituição de 1988.

O presidente da câmara de vereadores, Jesus Milane de Santana, falou das incertezas sobre o impacto econômico que a possível criação de áreas indígenas em Iguatemi causaria, e propôs uma audiência pública para debater com a população esta questão.

O prefeito Zé Roberto, clamou por união de todas as classes e entidades organizadas da sociedade iguatemiense para lutar pelo que for melhor para acidade. E disse ainda que, caso venha a ser criada uma reserva indígena em Iguatemi, que os fazendeiros sejam indenizados de forma plena por cada propriedade.

Para o presidente da ACINI, Edmilson Domingues, os comerciantes precisam se inteirar desse processo, pois todos de alguma forma serão afetados por mudanças caso o estudo da FUNAI seja homologado.

Todos foram unânimes em afirmar que são a favor de políticas que resgatem a dignidade do povo indígena e da preservação de suas culturas, mas temem que a exemplo da Reserva Raposa Serra do Sol, mais terras para os índios não signifiquem garantia dessa dignidade.

Outros eventos como este acontecerão em Iguatemi, para colocar a população a par do processo que, caso vire uma realidade, será sentido por toda a população de Iguatemi.



Fonte: Sulnews

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