Published On:quinta-feira, 16 de junho de 2016
Posted by salatiel assis

Índios Invadem Fazenda em Caarapó e Agridem Policiais em Conflito Com Produtores

Durante a invasão a uma fazenda no município Caarapó, houve confrontos entre índios invasores e produtores rurais, o que resultou em um índio morto e pelo menos seis feridos.
Após irem até a região do conflito policiais militares foram rendidos e espancados pelos indígenas, que também teriam se apoderado dos coletes e das armas dos PM, três pistolas e uma escopeta calibre 12 e ainda ateado fogo na viatura.







Os bombeiros foram acionados e prestaram socorro às vítimas e quando resgatavam os policiais a viatura foi incendiada, além de um caminhão que transportava uma colheitadeira.
Foi instaurado um inquérito policial para apurar os fatos e serão realizadas diligências para identificar os autores das agressões policiais, o roubo das armas e os danos causados à viatura policial.
A morte do agente de saúde Clodioudo Aguile Rodrigues dos Santos, 26, é apurada pela Polícia Federal. Os indígenas informam que Clodioudo foi morto a tiros pelos fazendeiros, mas os produtores dizem que, durante uma confusão, o agente de saúde foi atropelado por um caminhão. 
Segundo informações do site Caaraponews, que mantem equipe de reportagem acompanhando o caso, os indígenas também atearam fogo em lavora e o clima permanece extremamente tenso na região da Fazenda Yvu, onde ocorreu a invasão e o confronto.
Um vídeo postado pelos indígenas na Internet mostra momentos do confronto com os produtores. Cerca de 200 produtores rurais de toda a região permanecem na área do conflito.
A situação ficou bastante tensa em toda da região quando, no apagar das luzes do governo Dilma Rousseff, a Funai (Fundação Nacional do Índio) baixou portarias alegando que 56 mil hectares de terras,  cerca de 30 mil em Caarapó, 16 mil em Amambai e 10 mil em Laguna Carapã, além de 19 mil hectares em Paranhos, são terras tradicionais indígenas.
Os produtores tem cerca de dois meses para tentar provar para a própria Funai, que suas terras, legalmente documentadas perante a legislação brasileira, são de suas propriedades e não de índios.
Para isso eles terão que juntar documentos e providenciar laudos de contra prova aos resultados dos supostos estudos feitos pelo órgão federal.
O prefeito , Mário Valério (PR), informou, que solicitou ao governo do Estado reforço na estrutura de segurança para evitar novos conflitos na região da fazenda Yvu, próximo a aldeia Te’yikuê, em Caarapó, município a 283 quilômetros de Campo Grande. Ontem, uma pessoa morreu e pelo menos seis ficaram feridas durante confronto entre índios e fazendeiros.
Segundo o prefeito, ele esteve nesta quarta-feira em reunião com o gabinete de crise da Sejusp (Secretaria de Estado Justiça e Segurança Pública), que coordena operações no conflito entre índios e produtores rurais no Sul do Estado.
Paralelamente, Mário Valério disse que entrou em contato com parlamentares do Estado para reiterar a necessidade da presença da Força Nacional de Segurança na região. Equipes da PF (Policia Federal), DOF (Departamento de Operações da Fronteira), Polícia Civil e Militar estão na região.
“O clima continua tenso. A estrada está bloqueada e tentaremos sobrevoar a região com um helicóptero para ter uma dimensão da situação”, disse.
NOTA DE REPÚDIO

A Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul (ABSSMS), seccional Dourados vem, por meio desta, repudiar completamente as ações de extrema violência contra a integridade física de policiais militares ocorridas esta tarde (14) na fazenda Ivu, município de Caarapó.
Por volta das 11h, uma viatura com três policiais militares, lotados em Caarapó, deslocou até a fazenda Ivu para apoiar uma equipe do Corpo de Bombeiros em socorro aos indígenas feridos no confronto, supostamente, entre ameríndios e ruralistas.
Próximo a uma escola na aldeia indígena Te’ Ýikue a viatura policial militar foi cercada por um grupo de aproximadamente quinze indígenas. Eles renderam os três policiais militares e tomaram seus armamentos e munições. Os militares foram algemados e colocados deitados com o rosto voltados para o solo.
Segundo o relato de um dos militares, todos foram torturados com socos, chutes e pauladas. A viatura policial foi depredada pelo grupo de, aproximadamente, cinquenta indígenas.
A situação foi contornada com a chegada de um pastor evangélico que atua na reserva indígena e que interviu em favor dos policiais militares, que ficaram em poder dos índios por cerca de duas horas. Eles foram transportados pelos Bombeiros para atendimento médico e não correm risco de morte.
A ABSSMS, através de sua Comissão de Direitos Humanos cobrará do poder judiciário a responsabilização dos culpados, bem como prestará todo o apoio necessário aos policiais militares vítimas desse crime.

Assecom ABSSMS/Dourados
fonte agazetanews
Veja o vídeo:

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