Mais de 50 Bandidos Participam de Assalto em Ciuldade Del Este

Posted by salatiel assis | terça-feira, 25 de abril de 2017 | Posted in , ,

Cerca de 50 ladrões fortemente armados invadiram a sede de uma 

transportadora de valores em Ciudad del Este, na fronteira, 

na madrugada de segunda (24).

Destruição causada por explosões durante roubo a transportadora de valores em Ciudad del Este, no Paraguai (Foto: Francisco Espinola/Reuters)
Destruição causada por explosões durante roubo a transportadora de valores em Ciudad del Este, no Paraguai (Foto: Francisco Espinola/Reuters)
A Polícia Federal (PF) divulgou um balanço na manhã desta terça-feira (25) e informou que oito suspeitos de participar do mega-assalto na cidade paraguaia de Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, foram presos.
Dois deles ficaram feridos em um tiroteio na tarde de segunda (24), em uma área rural de Itaipulândia, às margens do Lago de Itaipu, no oeste do Paraná. Outros três suspeitos foram mortos no mesmo tiroteio.
De acordo com a polícia, esses homens estão entre os cerca de 50 que participaram do assalto a uma transportadora de valores durante a madrugada de segunda. Além disso, a PF diz ter apreendido sete veículos (entre eles, um carro de polícia), dois barcos, seis fuzis, uma pistola, explosivos, malotes vazios e munição de grosso calibre.
Em nota, o presiente Michel Temer determinou ao ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que coloque a Polícia Federal à disposição das autoridades paraguaias para colaborar com as investigações dos fatos ocorridos na cidade paraguaia.
"O governo federal acompanha os desdobramentos das ações policiais já em curso em território nacional e apoiará, com todos os recursos necessários, as investigações conduzidas atualmente pelas autoridades paraguaias. O governo brasileiro se solidariza com as vítimas dessa ação criminosa e, em especial, com os familiares do policial paraguaio morto", diz a nota.

Balanço da PF envolvendo suspeitos do roubo até as 9h

  • Presos: 8
  • Apreensões: sete veículos (entre eles, um carro de polícia), dois barcos, seis fuzis, uma pistola, explosivos, malotes vazios e munição de grosso calibre.
  • Mortes: 3

O assalto

 Transportadora de valores em Ciudad del Este fica a 4 quilômetros da Ponte da Amizade, na fronteira com Foz do Iguaçu (Foto: Editoria de Arte/G1) Transportadora de valores em Ciudad del Este fica a 4 quilômetros da Ponte da Amizade, na fronteira com Foz do Iguaçu (Foto: Editoria de Arte/G1)
Transportadora de valores em Ciudad del Este fica a 4 quilômetros da Ponte da Amizade, na fronteira com Foz do Iguaçu (Foto: Editoria de Arte/G1)
Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, os ladrões fortemente armados invadiram a sede da transportadora de valores Prosegur. Eles explodiram a entrada da empresa e trocaram tiros com vigilantes. A ação durou aproximadamente três horas e eles fugiram com dinheiro.
Um policial paraguaio que estava em um carro foi morto pelos bandidos.
Inicialmente, a Polícia Nacional do Paraguai informou que o grupo havia fugido com US$ 40 milhões (o equivalente a mais de R$ 120 milhões). Mais tarde, a própria polícia informou que os valores ainda estão sendo contabilizados.
A sede da empresa fica a 4 quilômetros da Ponte Internacional da Amizade, no oeste do Paraná.

Confronto

Policiais federais trocaram tiros no começo da tarde de segunda-feira (24) com suspeitos do assalto por volta do meio-dia, na área rural de Itaipulândia, às margens do Lago de Itaipu, no oeste do Paraná.
De acordo com a Polícia Federal, uma equipe que estava de patrulha pela região se deparou com um grupo de cerca de 12 suspeitos que atirou e fugiu. Policiais militares e civis da região foram acionados para reforçar a segurança no local. Helicópteros também estão sendo usados na ação.
Por volta das 14h, houve outra troca de tiros, desta vez em São Miguel do Iguaçu. De acordo com o delegado Francisco Sampaio, os suspeitos abandonaram um veículo roubado havia pouco na região, munição de fuzil e explosivos.
Quer saber mais notícias da região? Acesse o G1 Oeste e Sudoeste.
 (Foto: Editoria de arte/G1) (Foto: Editoria de arte/G1)
(Foto: Editoria de arte/G1)

Salatiel da Rádio Acompanha Tapa Buraco Entre Sete Quedas e Tacuru

Posted by salatiel assis | sexta-feira, 21 de abril de 2017 | Posted in , ,



O vereador Salatiel da Rádio, esteve acompanhando os trabalhos da Empresa Galassi Engenharia, que esta realizando a operação de Tapa Buraco na MS 060, que liga os municípios de Sete Quedas e Tacuru no percurso que compreende aproximadamente 45 km, estava muito deteriorado devido ao tempo e também as frequentes chuvas que estão caindo na região Conesul do Estado nos últimos dias.
O trabalho esta sendo realizado pelo Governo do Estado, e era uma das grandes reinvindicações dos vereadores e da administração do município.  O próprio vereador, já havia solicitado que a Deputada Mara Caseiro que intercedesse junto ao Governo que viabilizasse o mais rápido possível o serviço, pois a via já começava a oferecer risco aos motoristas.

 ”Estive em Campo Grande do final do mês, e aproveitei para solicitar a nossa Deputada, que intercedesse junto ao Governo a manutenção da Estrada o mais rápido possível, pois a mesma já começava a oferecer risco aos motorista por ali trafegam. Também estivemos juntamente com o Coordenador do Estado, Casé, encaminhando solicitações para que o trabalho fosse feito em regime de urgencia” disse o Vereador Salatiel da Rádio que esteve acompanhando os trabalhos da Empresa que esta realizando as obras.

Segundo a Empresa Galassi Engenharia, de Campo Grande, a obra já era para estar completa, mas devido as frequentes chuvas que caíram na região nos últimos dias, o trabalho deu uma atrasada. Mas se as chuvas derem uma pausa, o trabalho deve ser concluído inda esta semana ou no mais tardar na semana que vem.


“Estive percorrendo todo o percurso entre as duas cidades e pude acompanhar o trabalho realizado. Esta sendo feito um trabalho muito bom, pois os buracos estão sendo abertos em uma área maior, e esta sendo recuperada a malha asfáltica no local. Devemos agradecer ao Governo e nossos deputados e o do Coordenador Regional do Goveno que viram a necessidade de realizar esse trabalho urgente” finalizou o Vereador Salatiel da Rádio.

Município de Tacuru Terá Nova Eleição no Dia 4 de Junho

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Na sessão plenária desta segunda-feira (17) o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), aprovou a Resolução nº 593/2017, que estabelece instruções e o calendário eleitoral para a Eleição Suplementar aos cargos de prefeito e vice-prefeito para o município de Tacuru-MS, que acontecerá no dia 4 de junho de 2017.
Tacuru faz parte da 25ª Zona Eleitoral e possui atualmente 7.118 eleitores, que votam em 22 seções eleitorais.
Conforme estabelece o calendário, os principais eventos da Eleição Suplementar serão nos dias: 24 a 30 de abril (Convenções Partidárias); 04 de maio (Último dia para o registro das candidaturas); 05 de maio (Início da propaganda eleitoral); 03 de junho (Último dia da propaganda eleitoral); 04 de junho (Dia da eleição); 09 de junho (Último dia para entrega da prestação de contas); e, finalmente, 24 de junho (Último dia para a diplomação).
Nova Eleição
No pleito municipal de 2016, os candidatos Claudio Rocha Barcelos e Adailton de Oliveira, candidatos a prefeito e vice-prefeito de Tacuru, respectivamente, obtiveram o maior número de votos (2.737 votos).
Entretanto, como a chapa composta por Claudio e Adailton encontrava-se, no dia da eleição, com seu pedido de registro de candidatura indeferido e com recurso judicial em tramitação, os votos por eles recebidos foram computados como nulos, sendo que sua validade ficou condicionada a uma eventual e futura decisão de deferimento do pedido de registro da candidatura.
Em 3 de abril de 2017, por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), tornou-se definitivo o indeferimento do registro de candidatura de Adailton de Oliveira, ao cargo de vice-prefeito.
Com isso, os 2.737 votos obtidos pela chapa Claudio Rocha Barcelos/Adailton de Oliveira, computados como nulos no dia do pleito, tornaram-se definitivos, ensejando nova eleição. 
Fonte: TRE MS 

Paranhos Vai Receber Obras de Pavimentação

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Foto: Assessoria
O município de Paranhos receberá recursos do governo Federal até metade do ano para três obras de pavimentação. Em reunião na SUDECO (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste) organizada pelo deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), a tramitação dos projetos foi confirmada ao prefeito Dirceu Bettoni.
A articulação política surtiu efeito e os recursos para o município estão garantidos. “Essa visita foi muita proveitosa. Resolvemos pendências da administração anterior e a ajuda do deputado Dagoberto foi determinante.
As emendas parlamentares são para a pavimentação asfáltica da ligação da cidade com a avenida Internacional, no Paraguai, a outra no bairro Vila Nova e a terceira para a parte alta da cidade, na rua Pedro Nunes. Temos uma preocupação muito grande com a falta de asfalto nessa área porque gera muita poeira para todo o município. A contrapartida da prefeitura está garantida e assim que o governo Federal liberar os recursos, nós já iniciaremos as obras. Isso lá para junho, julho”, afirmou o prefeito Bettoni. Articulador da reunião, o deputado Dagoberto firmou junto ao superintendente da SUDECO, Antônio Carlos Oliveira Nantes, o compromisso para a realização de um encontro dos 14 municípios do Cone Sul agora em maio.
O objetivo do evento que contará com representantes do Banco do Brasil, Emater e Sebrae é aproximar as prefeituras da estrutura da SUDECO e assim viabilizar investimentos com recursos do FCO (Fundo do Centro-Oeste). A união das forças políticas do deputado e dos prefeitos vai facilitar a aprovação de emendas e projetos para os municípios.
 Fonte: Assessoria 

Salatiel Acompanha Obra de Pavimentação que Ligará Sete Quedas ao Paraguai

Posted by salatiel assis | quinta-feira, 20 de abril de 2017 | Posted in , , ,



O vereador Salatiel Assis “Salatiel da Rádio”, esteve visitando as obras que estão sendo realizadas na Linha de Fronteira na Avenida Internacional na área urbana entre o município de Sete Quedas e o Distrito de Pindoty Porã no Paraguai.

A obra já esta bem avançada, e ligará as duas localidades por vias pavimentadas em todas as suas junções, facilitando o transito tanto para os moradores do Brasil, quanto os turistas que trafegarem para o Paraguai.

“Essa obra é de suma importância para nossa cidade, pois tornará mais fácil o transito entre os dois países, e também para os moradores das duas localidades que trabalham em ambos os países. Hoje Sete Quedas e Pindoty Porã são consideradas cidades irmãs para nós, pois transitamos diariamente entre as duas cidades tanto os brasileiros quanto os paraguaios” disse o vereador Salatiel da Rádio,






A obras de pavimentação asfáltica estão sendo realizadas em seis travessas que ligam o município à cidade paraguaia. A obra foi viabilizada pelo Governo do Estado, e custará cerca de R$ 265 mil. Segundo informações do prefeito Chico Piroli, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) além desta obra, garantiu ainda verba para recapeamento das ruas e avenidas da área central da cidade.


A obra tornará mais cômodo para os turistas e viajantes que trafegarem por essa via, que se tornará uma das principais entradas para o Paraguai. O vereador esteve acompanhando os trabalhos que estão sendo realizados em toda extensão da Avenida Internacional onde esta tendo todo apoio necessário da prefeitura local. O vereador esteve acompanhado do Secretario de Obras do Município Valdecir Fernandes que esta acompanhando todo o trabalho realizado.


“Sete Quedas se tornará finalmente no Portal do Conesul. Pois quem vir de qualquer localidade do Brasil, poderá adentrar qualquer localidade do Paraguai, sem passar por estradas de chão. Com a conclusão do asfalto que liga Pindoty a Cruze Guarani, que já esta praticamente terminado, seremos uma das principais vias entre o Brasil e o Paraguai” disse o vereador, ao visitar as obras que estão em andamento.








Conheça o País que Não Enterra Os Mortos: 'O vovô está dormindo'

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Pouca gente gosta de falar ou pensar sobre a morte, mas, em uma 

região da Indonésia, os mortos participam do dia a dia da população.

Em Toraja, passam-se meses e anos até funeral acontecer; nesse período, famílias guardam corpos em casa e cuidam deles como se estivessem apenas doentes  (Foto: BBC)
















Em Toraja, passam-se meses e anos até funeral acontecer; nesse período, famílias guardam corpos em casa e cuidam deles como se estivessem apenas doentes (Foto: BBC)
Pouca gente gosta de falar ou pensar sobre a morte, mas em uma região da Indonésia, os mortos participam do dia a dia da população.
Em Toraja, passam-se meses e anos até funeral acontecer; nesse período, famílias guardam corpos em casa e cuidam deles como se estivessem apenas doentes  (Foto: BBC)Um cheiro forte de café inebria o ar dentro de uma sala de estar repleta de painéis de madeira. Vozes ecoam dentro do espaço, que não tem móveis e possui apenas alguns quadros pendurados na parede. Veja o vídeo.
Trata-se de um ambiente intimista e acolhedor.
"Como vai seu pai?", pergunta um dos convidados. O humor muda rapidamente. Todos olham para um pequeno quarto no canto, onde um homem idoso está deitado em uma cama colorida.
Família ainda acha que Paulo Cirinda está vivo (Foto: BBC)
Família ainda acha que Paulo Cirinda está vivo (Foto: BBC)
Família ainda acha que Paulo Cirinda está vivo (Foto: BBC)
"Ele ainda está doente", responde calmamente a filha dele, Mamak Lisa.
Sorrindo, ela se levanta e caminha em direção ao idoso, e o balança gentilmente.
"Pai, temos alguns visitantes para você. Espero que você não fique zangado ou se sinta desconfortável", acrescenta ela.
Então, ela me convida para entrar no quarto e conhecer Paulo Cirinda.
Os meus olhos estão fixados na cama. Paulo Cirinda está completamente imóvel - nem pisca - embora eu dificilmente possa ver seus olhos através de seus óculos empoeirados.
A pele dele tem um aspecto áspero e cinzento, perfurada por inúmeros buracos, como se tivesse sido comida por insetos. O resto do corpo está coberto por várias camadas de roupas.
De repente, os netos dele começam a brincar dentro do quarto e me forçar a encarar a realidade.
"Por que o vovô está sempre dormindo?", um deles me pergunta com uma risada insolente. "Vovô, acorde e vamos comer", outro grita.
Nas várias cavernas da montanhosa região, são encontrados todos os tipos de ossos e esqueletos  (Foto: BBC)
Nas várias cavernas da montanhosa região, são encontrados todos os tipos de ossos e esqueletos  (Foto: BBC)
Nas várias cavernas da montanhosa região, são encontrados todos os tipos de ossos e esqueletos (Foto: BBC)
"Shhh…parem de importunar o vovô; ele está dormindo", Mamak Lisa agarra os dois. "Vocês vão deixá-lo zangado".
Ocorre que Paulo Cirinda morreu há 12 anos - mas sua família ainda acha que ele está vivo.
Para quem vê de fora, a ideia de manter o corpo de um homem morto em casa parece grotesco.

Cadáver preservado

Mas para mais de 1 milhão de pessoas que vivem nessa parte do mundo - a região de Tana Toraja, na ilha de Sulawesi, na Indonésia - a tradição data de séculos atrás.
Aqui, os mortos estão muito presentes na vida dos vivos.
Depois que alguém morre, passam-se meses, anos, até que o funeral ocorra. Nesse ínterim, as famílias guardam os corpos em casa e cuidam deles como se estivessem apenas doentes.
Isso inclui levar comida, bebidas e cigarros duas vezes por dia para eles.
Os corpos são limpos e suas roupas trocadas regularmente.
Os mortos têm até um recipiente no canto do quarto para fazer "suas necessidades".
Além disso, nunca são deixados sozinhos e as luzes permanecem acesas quando anoitece.
As famílias temem que, se não cuidarem dos corpos de forma correta, os espíritos podem voltar para assombrá-las.
Tradicionalmente, folhas e ervas especiais são esfregadas no corpo dos mortos para preservá-los. Mas, hoje em dia, muitos usam formol.
O líquido deixa um odor forte no quarto.
Acariciando carinhosamente as maçãs do rosto de seu pai, Mamak Lisa diz que ainda sente uma forte ligação emocional com ele.
"Embora sejamos todos cristãos", explica ela, com a mão sobre o peito, "nossos parentes normalmente vem visitá-lo ou me telefonam para saber como ele está, porque acreditamos que ele pode nos ouvir e ainda está ao redor de nós", acrescenta.
Diferentemente do que eu imaginaria, não me sinto desconfortável com a presença do morto.
Meu próprio pai faleceu há alguns anos, e foi enterrado quase que imediatamente - antes de eu ter tempo de digerir a notícia do que havia acontecido. Ainda não consegui lidar com o meu sofrimento.
Para a minha surpresa, Lisa me diz que ter o pai dela em casa a ajudou a superar o luto.

Funeral nababesco

Durante suas vidas, os Torajans trabalham duro para acumular riqueza. Mas, em vez de viver uma vida luxuosa, eles economizam para uma partida gloriosa. Cirinda vai permanecer ali até que sua família esteja pronta para se despedir dele - emocionalmente e financeiramente.
Seu corpo deixará finalmente a casa da família em meio a um funeral suntuoso, em uma grande procissão em torno do vilarejo.
Segundo a crença dos Torajans, os funerais são eventos nos quais a alma finalmente deixa a Terra e começa sua longa e difícil jornada para a Pooya.
A Pooya consiste no estágio final da vida após a morte. É ali que a alma reencarna. Os búfalos carregariam as almas para esse local e esse é o motivo pelo qual as famílias sacrificam o maior número possível desses animais, para facilitar a jornada para os mortos.
Outra tradição da região são os tau taus, imagens de homens e mulheres que morreram cuidadosamente esculpidas na madeira e decoradas com objetos pessoais  (Foto: BBC)
Outra tradição da região são os tau taus, imagens de homens e mulheres que morreram cuidadosamente esculpidas na madeira e decoradas com objetos pessoais  (Foto: BBC)
Outra tradição da região são os tau taus, imagens de homens e mulheres que morreram cuidadosamente esculpidas na madeira e decoradas com objetos pessoais (Foto: BBC)

Poupança

Os Torajans passam a maior parte das vidas economizando dinheiro para esses rituais.
Com uma poupança gorda, eles convidam amigos e parentes. Quanto mais rico o morto tiver sido em vida, maior e mais elaboradas serão essas cerimônias.
O funeral de que participei era de um homem chamado Dengen, que morreu há mais de um ano. Dengen era um homem rico e poderoso. Seu funeral durou mais de quatro dias, durante os quais 24 búfalos e centenas de porcos foram sacrificados.
Em seguida, sua carne foi distribuída entre os convidados, enquanto eles comemoravam a vida de Dengen e sua reencarnação. O filho dele me contou que o funeral custou cerca de US$ 50 mil (R$ 155,6 mil) - ou mais de dez vezes o salário médio anual de um morador da região.
Não conseguia parar de comparar esse funeral a céu aberto, barulhento e cheio de opulência e cor - repleto de dança, música, risos e, claro, sangue ─ ao do meu pai.
Para o meu pai, organizamos uma pequena cerimônia intimista com a família em um local pequeno, silencioso e escuro.
Tenho uma recordação muito triste daquele dia - provavelmente diferente da que a família de Dengen terá.
Depois do funeral, é hora de enterrar o morto.

Enterro

Os Torajans são raramente enterrados debaixo da terra. Em vez disso, eles são enterrados em túmulos da família ou colocados dentro ou fora de cavernas - como a região é montanhosa, há muitas delas.
Esses locais abrigam vários corpos e caixões. Não raro, é possível se deparar com esqueletos e ossos ao relento. Amigos e família trazem presentes para os mortos - frequentemente dinheiro e cigarros.
Em uma tradição anterior ao surgimento da fotografia, as imagens de homens e mulheres nobres são cuidadosamente esculpidas na madeira.
Conhecidas como tau tau, essas esculturas usam roupas, joias e até cabelo dos mortos. Em média, custam cerca de US$ 1 mil (R$ 3,1 mil) para serem produzidas.
Ritual do ma'nene consiste em desenterrar corpos a cada dois anos  (Foto: BBC)
Ritual do ma'nene consiste em desenterrar corpos a cada dois anos  (Foto: BBC)
Ritual do ma'nene consiste em desenterrar corpos a cada dois anos (Foto: BBC)

Ma'nene

Mas esse enterro não significa um adeus. A relação física entre os mortos e os vivos continua por muito tempo, por meio de um ritual conhecido como ma'nene, ou "purificação dos corpos". A cada dois anos, os caixões são retirados dos túmulos e abertos para um grande encontro com os mortos.
Nas cerimônias de ma'nene, amigos e família oferecem comida e cigarros aos mortos, que são enfeitados e limpos. No final, posam com eles para retratos de família.
O professor de sociologia Andy Tandi Lolo descreve esse ritual como uma forma de manter "a interação social entre os vivos e os mortos".
Depois das orações dominicais, acompanhei de perto um cortejo que partiu de uma igreja e seguiu para um pequeno edifício quadrado sem janelas e com azulejos laranja. Trata-se do túmulo da família. Os cânticos e os choros das mulheres criam uma atmosfera surreal. Todo mundo está aqui para o ma'neme de Maria Solo, que morreu há três anos - ela teria 93 anos agora - e foi enterrada há apenas um ano. Agora chegou a hora de seu regresso "ao mundo dos vivos".
Os homens retiram um caixão cilíndrico vermelho decorado com figuras geométricas em ouro e prata. Por cima dele, os parentes mais próximos dispõem oferendas a Maria - folhas de coca, cigarros, nozes e orelhas de búfalo. Mas há outro ritual que precisa ser realizado antes de se abrir o caixão: o sacrifício do búfalo.
Eles finalmente abrem o caixão e, mais uma vez, o forte odor de almíscar e formol invade o ar. O corpo de uma idosa permanece imóvel dentro dali. O cabelo branco dela está cuidadosamente amarrado para trás de seu rosto, revelando seu rosto magro. Sua boca e seus olhos estão meio abertos e sua pele acinzentada lhe faz parecer mais uma estátua de pedra do que uma mulher morta.
Torajans são raramente enterrados debaixo da terra  (Foto: BBC)
Torajans são raramente enterrados debaixo da terra  (Foto: BBC)
Torajans são raramente enterrados debaixo da terra (Foto: BBC)
Como os filhos dela se sentem, vendo sua mãe dessa maneira? Seu primogênito, um empresário que agora vive na capital da Indonésia, Jacarta, aparenta serenidade. Ele me diz que o ritual não o aborrece - pelo contrário, faz lembrá-lo sobre como paciente sua mãe "é e quanto ela me ama".
Exatamente como a família de Cirinda, os parentes de Maria Solo ainda se referem a ela no presente, como se ela não tivesse morrido.
Uma vez que o corpo é exposto, os sinais de luto e tensão desaparecem. Até eu deixo de ficar nervosa. Outro convidado - próximo a Maria Solo - é Estersobon, sua nora. Ela me diz que o ritual alivia o peso de sua dor e a ajuda a relembrar as memórias dos entes queridos.
Eu digo a Estersobon que quero me lembrar do meu pai da forma como ele era quando vivo - e que eu ficaria aflita se eu o visse novamente morto.
Confesso que teria medo de mudar a imagem que guardo dele na minha mente. Mas Estersobon reforça que isso não faz diferença.
Depois de todo mundo ter passado algum tempo com Maria e tirar fotos com ela, chegou a hora de envolvê-la em um lençol branco. Em muitos vilarejos, eles mudam a roupa do morto e transportam o cadáver para uma peregrinação ao redor da aldeia.
Búfalos são sacrificados como parte do ritual de enterro dos mortos; eles seriam responsáveis pela jornada das almas do mundo físico ao espiritual  (Foto: BBC)
Búfalos são sacrificados como parte do ritual de enterro dos mortos; eles seriam responsáveis pela jornada das almas do mundo físico ao espiritual  (Foto: BBC)
Búfalos são sacrificados como parte do ritual de enterro dos mortos; eles seriam responsáveis pela jornada das almas do mundo físico ao espiritual (Foto: BBC)

Cristianismo

Mas esses rituais estão desaparecendo lentamente, já que mais de 80% dos Torajans deixaram ser aluk to dolo (a religião dos Torajans) para se tornarem cristãos. Pouco a pouco, as tradições estão mudando.
No entanto, as duas religiões sempre coexistiram.
Andy Tandi Tolo diz que quando os missionários holandeses chegaram à Indonésia, cerca de um século atrás, tentaram proibir todo tipo de religião animista (crença de que não há separação entre o mundo espiritual e o material).
Nos anos 50, contudo, os colonizadores perceberam que, se quisessem que os Torajans aceitassem o cristianismo, teriam de ser mais flexíveis, e permitir que eles continuassem com seus rituais.
No resto do mundo, essas práticas parecem bizarras. Mas talvez os princípios por trás delas não sejam muito diferentes daqueles de outras culturas.
Por todo o mundo, costumamos nos lembrar de nossos mortos. Mas para os Torajans trata-se de algo especial.

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