Advogado de sócio da boate Kiss afirma que compra de espuma foi indicada por engenheiro

Posted by JORNAL EDUCADORA | sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 | Posted in , ,



Conforme Jader Marques, Kiko Spohr desconhecia o perigo que o material poderia causar


Advogado de sócio da boate Kiss afirma que compra de espuma foi indicada por engenheiro Ronald Mendes/Agencia RBS
Material foi utilizado na boate Kiss para isolamento acústico e iniciou o incêndioFoto: Ronald Mendes / Agencia RBS
O criminalista Jader Marques, que defende Elissandro Spohr, o Kiko, um dos sócios da boate Kiss, diz que seu cliente desconhecia o perigo da espuma instalada na casa noturna e que seguiu orientação de um engenheiro. Leia trechos da entrevista concedida a Zero Hora:

Zero Hora — Polícia diz que a espuma matou as pessoas. Por que foi colocada lá?

Advogado Jader Marques
 — É uma espuma antirruído. Ela está em todas as casas noturnas. Em todos os locais.

Zero Hora — Quando foi comprada, sabiam que essa espuma mata as pessoas?

Jader
 — Claro que não. Ela é uma espuma que está em ambiente sem fogo. E permaneceria lá até o fim do mundo sem fogo.

ZH — Mas alguém autorizou que usassem efeitos pirotécnicos.

Jader
 — Mas o gaiteiro vai lá e coloca fogo na espuma. Se colocasse fogo na cortina ia ser o mesmo problema.

ZH — As leis não proíbem uso de materiais inflamáveis, como essa espuma, em casas noturnas?

Jader
 — Não existe. A cortina é tóxica e inflamável quando pega fogo, o gesso acartonado é.

ZH — Quem comprou a espuma não devia saber do risco?

Jader
 — Quem compra não tem preocupação com o fogo, pois quando tu instala madeira num palco, tu sabe que madeira queima. Qualquer coisa dentro daquela boate queima. Toda decoração de halloween, se queimar, produz fumaça tóxica mortal. Está havendo exagero. A pergunta importante não está sendo feita: qual o material queimado dentro da boate não produziria isso? Claro que a grande quantidade da espuma efetivamente produziu quantidade grande de gás tóxico. Quem comprou e instalou estava preocupado com a acústica.

ZH — Quando a pessoa compra não tem que se preocupar com o fato dela ser tóxica?

Jader
 — Mas tu te preocuparia, pensaria que "pode haver um incêndio na minha boate e liberar um gás tóxico"?

ZH — Estou lhe perguntando.

Jader
 — Não é razoável pensar isso. Vamos pensar o seguinte: ele tem 28 anos, dono de boate, arrumando a bebida, comida, o garçom, a comanda, música e aí tem que baixar som da casa, faz o quê? Chama um engenheiro e ele te diz para colocar a espuma antissom. Foi isso.

ZH — O Kiko chamou um engenheiro?

Jader
 — Claro.

ZH — Quem é o engenheiro?

Jader
 — Não posso revelar ainda.

ZH — Quem instalou foi um funcionário da boate?

Jader 
— O Kiko perguntou ao engenheiro, ele indicou até onde comprar.

ZH — Quem instalou?

Jader
 — Estamos apurando. A questão da instalação não é o problema.

ZH — Qual é o problema?

Jader
 — O problema é saber o potencial tóxico desse material. Eu sei que o gesso acartonado é tóxico. Se pega fogo em outro elemento, e se espalha, o que a gente diria? Não foi a espuma, foi o gesso. Estaríamos perguntando quem colocou o gesso.

ZH — Todos esses elementos queimando juntos não são tão tóxicos como a espuma.

Jader
 — É verdade. O problema é saber disso.

ZH — Quem deveria saber? O engenheiro que indicou?

Jader
 — Ele tinha absoluta responsabilidade de saber isso. Todos os técnicos deviam saber, o engenheiro, arquiteto, os bombeiros. Mas até acontecer isso, nunca ninguém pensou nessas espumas.

ZH — É verdade que essa espuma é mais barata do que as que não são tóxicas?

Jader
 — Estou tentando provar que essa é a única espuma vendida em Santa Maria.

Clique na imagem e confira o perfil das 236 vítimas
Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna. 

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 236 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil. 

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:

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Confira imagens do local onde aconteceu a tragédiaVeja como foi o velório das vítimas
Nove pontos que devem permear as investigações sobre incêndio

A boate
Localizada na Rua Andradas, no centro da cidade de Santa Maria, a boate Kiss costumava sediar festas e shows para o público universitário da região. A casa noturna é distribuída em três ambientes - além da área principal, onde ficava o palco, tinha uma pista de dança e uma área vip. De acordo com a Polícia Civil, a danceteria estava com oplano de prevenção de incêndios vencido desde agosto de 2012.

Clique na imagem abaixo para ver o antes e o depois da danceteria:


A festa
Chamada de "Agromerados", a festa voltada para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começou às 23h de sábado. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia.

Segundo informações do site da casa noturna, os ingressos custavam R$ 15 e as atrações eram as bandas "Gurizadas Fandangueira", "Pimenta e seus Comparsas", além dos DJs Bolinha, Sandro Cidade e Juliano Paim.
ZERO HORA

    Mulher é presa com um quilo de crack na rodoviária de Porto Alegre

    Posted by JORNAL EDUCADORA | | Posted in , ,

    Suspeita carregava o suficiente para 10 mil pedras da droga

    Mulher é presa com um quilo de crack na rodoviária de Porto Alegre Marcelo Oliveira/Agencia RBS
    Mulher foi presa com um quilo de crack na rodoviária de Porto AlegreFoto: Marcelo Oliveira / Agencia RBS
    Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) mantém de forma intensiva a operação Expresso, que combate o tráfico de drogas no litoral gaúcho. Atuando também na rodoviária de Porto Alegre — além de ações em terminais de diversas praias gaúchas — agentes prenderam nesta sexta-feira uma mulher com um quilo de crack.
    A quantidade é suficiente para cerca de 10 mil pedras da droga. Agentes do Denarc estavam desde às 6h abordando passageiros por amostragem e revistando bagagens com auxílio de cães farejadores. Por volta das 14h desta sexta-feira, conseguiram fazer o flagrante da mulher, conforme informações do delegado Mário Souza, coordenador da operação.

    —  A ideia é seguir na operação Expresso durante todo o verão nas rodoviarias de Porto Alegre e do litoral, para evitar que saiam ou desçam aqui com drogas. Hoje os policiais disfarçados revistaram cerca de 30 pessoas até encontrar essa suspeita — informa Souza.
    Na semana passada, segundo o delegado, foram presas oito pessoas em Tramandaí, sendo seis usuários e dois traficantes. Souza informa que as mulheres são mais visadas para esse tipo de transporte, carregando as drogas nos órgãos genitais ou nas roupas íntimas, como foi o caso hoje.
    ZERO HORA

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