Published On:sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
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Delegado de Tacuru acumula cinco delegacias




O caos na estrutura da Polícia Civil no Cone Sul de Mato Grosso do Sul é notório. Falta efetivo, tanto na parte administrativa como na operacional, como falta de investigadores e escrivães. Também falta armamento, material e viaturas adequadas para trabalhar e inclusive delegados para comandar os trabalhos nas delegacias da região.

O desleixo com a região, que faz fronteira seca com o Paraguai, por parte da cúpula da segurança pública no Estado, ficou comprovado mais uma vez neste mês de janeiro, quando alguns delegados saíram de férias e um único delegado passou a responder por cinco delegacias da região.

Além da Delegacia que atua como titular, a Delegacia de Polícia Civil de Tacuru, o delegado Eduardo Lucena responde pelo expediente nas delegacias de Amambai, Paranhos, Sete Quedas e Iguatemi.

A Delegacia de Polícia Civil de Paranhos está sem delegado titular há pelo menos um ano e o “tapa-buraco” está sendo realizado pelo delegado titular de Sete Quedas,Rinaldo Gomes Moreira, que neste mês de janeiro entrou em férias.

Outras duas delegacias da região de fronteira que estão sem delegados são as de Iguatemi e a de Aral Moreira. Em Aral Moreira a população não sabe o que é ter um delegado atuando junto a sociedade local há mais de um ano e meio, já em Iguatemi a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul usou no que se diz no termo popular, “descobriu um santo para cobrir o outro”.

O delegado Valter Guelssi, que ocupava a cadeira de titular na Delegacia local foi removido para Itaquiraí para suprir a vaga delgada pelo delegado Joel Vicente dos Santos, que faleceu em junho do ano passado (2012) vítima de câncer. Com isso a população de Iguatemi também já está há meses sem um delegado titular atuando junto a sociedade local, apesar do município ser sede de comarca e a Delegacia local contar com cadeia pública.

Outro município da região Cone Sul do Estado que também está sem delegado temporariamente é Coronel Sapucaia. A delegada titular local, Marina Lemes, está afastada para tratamento de saúde e quem está respondendo pela Delegacia local é o delegado titular de Antônio João, município situado a mais de 200 quilômetros de distância.

FALTA DE ESTRUTURA
Além da falta de delegados e de efetivo, como investigadores e escrivães, a maior parte das delegacias de Polícia Civil da região também está operando com estrutura obsoleta. Faltam computadores eficientes, material de investigação, armamento adequado e inclusive viaturas em boas condições de atuação.

As viaturas Blazer existentes nas delegacias são antigas e os Prismas, adquiridos pelo Estado para suprir a falta de viaturas na região, além de já estarem desgastados por conta todo tempo de uso, também não suprem as necessidades da atuação policial, já que todos os municípios da região contam com grande densidade populacional na zona rural, entre elas as das aldeias indígenas e regularmente os investigadores tem que se deslocar por longos trechos de estradas de chão para realizar locais de crimes ou investigar delitos.

EFETIVO PARA INVESTIGAÇÃO
Apesar dos esforços de delegados e de todos os policiais que atuam nas delegacias da região, a falta de efetivo em praticamente todas as delegacias tem contribuído para a demora na investigação de crimes e na respondas à sociedade em algumas localidades.

Em Tacuru, município de 10,2 mil habitantes e com duas aldeias indígenas, todas distantes da cidade, após a morte de um investigador, em setembro do ano passado (2012) a Delegacia de Polícia Civil local, passou a contar com apenas dois policiais atuando nas investigações de crimes e se revezando na escala de plantão.

Em Coronel Sapucaia após a prisão de três policiais por supostos envolvimento em fraudes, a Delegacia de Polícia Civil local, que fica na linha internacional que separa Brasil e Paraguai, por vários dias ficou com apenas dois policiais, uma investigadora e um escrivão.

O efetivo foi melhorado com a liberação, por parte da Justiça, dos três policiais investigados, que, mesmo ainda estando sob efeito de investigação, foram reintegrados a seus postos regulares e trabalham normalmente no município da fronteira.

Em Aral Moreira, além da falta de delegado e investigadores, a falta de estrutura administrativa é outro grave problema enfrentado pelos policiais que atuam na Delegacia local.

CONCURSO PARA DELEGADOS
Nessa quarta-feira, 9 de janeiro, o Governo do Estado assinou um decreto autorizando a abertura de concurso público para a formação de delegados em Mato Grosso do Sul. Segundo o governo o concurso deverá ser realizado ainda neste ano de 2013. 



Fonte: A Gazeta News

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